O termo folclore (folklore)
aparece pela primeira vez cunhado
por Ambrose Merton - pseudônimo de
William John Thoms - em uma carta
endereçada à revista The Athenaeum,
de Londres, onde os vocábulos da
língua inglesa folk e lore (povo e
saber) foram unidos, passando a ter
o significado de saber tradicional
de um povo. Esse termo passou a ser
utilizado então para se referir às
tradições, costumes e superstições
das classes populares.
Posteriormente, o termo passa a
designar toda a cultura nascida
principalmente nessas classes, dando
ao folclore o status de história não
escrita de um povo.
À medida que a ciência e a
tecnologia se desenvolveram, todas
essas tradições passaram a ser
consideradas frutos da ignorância
popular. Entretanto, o estudo do
folclore é fundamental de modo a
caracterizar a formação cultural de
um povo e seu passado, além de
detectar a cultura popular vigente,
pois o fato folclórico é
influenciado por sua época.
No século XIX, a pesquisa folclórica
se espalha por toda a Europa, com a
conscientização de que a cultura
popular poderia desaparecer devido
ao modo de vida urbano. O folclore
passa então a ser usado como
principal elemento nas obras
artísticas, despertando o sentimento
nacionalista dos povos.
Características do fato
folclórico
Para se determinar se um
acontecimento é folclórico, ele deve
apresentar as seguintes
características:
Tradicionalidade: vem se
transmitindo geracionalmente. Oralidade: é transmitido pela
palavra falada. Anonimato: não tem autoria.
Funcionalidade: existe uma razão
para o fato acontecer.
Aceitação coletiva: há uma
identificação de todos com o fato.
Vulgaridade: acontece nas classes
populares e não há apropriação pelas
elites.
Espontaneidade: não pode ser oficial
nem institucionalizado.
As características de
tradicionalidade, oralidade e
anonimato podem não ser encontrados
em todos os fatos folclóricos como
no caso da literatura de cordel, no
Brasil, onde o autor é identificado
e a transmissão não é feita
oralmente.
Campos do Folclore
Música
Danças e festas
Linguagem
Usos e costumes
Brinquedos e brincadeiras
Lendas, mitos e contos
Crenças e superstições
Arte e artesanato
Música
Caracteriza-se pela simplicidade,
monotonia e lentidão. Sua origem
pode estar ligada a uma música
popular cujo autor foi esquecido ou
pode ter sido criada espontâneamente
pelo povo. Observa-se a música
folclorica sobretudo em brincadeiras
infantis, cantos religiosos, ritos,
danças e festas.
São exemplos:
Cantigas de roda;
Ciranda cirandinha
Acalantos;
Modinhas;
Cantigas de trabalho;
Serenatas;
Cantos de velório;
Cantos de cemitério;
Canto [ciranda cirandinha];
Danças e festas
As danças acompanham as músicas em
vários rituais folclóricos, sendo as
principais danças folclóricas
brasileiras samba, baião, frevo,
xaxado, maracatu, tirana, catira,
quadrilha.
As principais festas são Carnaval,
Festas juninas, Festa do Rosário e
Congado.
Algumas lendas, mitos e contos
folclóricos do Brasil
Ver artigo principal: Folclore
brasileiro
Boitatá : Representada por uma cobra
de fogo que protege as matas e os
animais e tem a capacidade de
perseguir e matar aqueles que
desrespeitam a natureza. Acredita-se
que este mito é de origem indígena e
que seja um dos primeiros do
folclore brasileiro. Foram
encontrados relatos do boitatá em
cartas do padre jesuíta José de
Anchieta, em 1560. Na região
nordeste, o boitatá é conhecido como
"fogo que corre".
Boto: Acredita-se que a lenda do
boto tenha surgido na região
amazônica. Ele é representado por um
homem jovem, bonito e charmoso que
encanta mulheres em bailes e festas.
Após a conquista, leva as jovens
para a beira de um rio e as
engravida. Antes de a madrugada
chegar, ele mergulha nas águas do
rio para transformar-se em um boto.
Curupira: Assim como o boitatá, o
curupira também é um protetor das
matas e dos animais silvestres.
Representado por um anão de cabelos
compridos e com os pés virados para
trás. Persegue e mata todos que
desrespeitam a natureza. Quando
alguém desaparece nas matas, muitos
habitantes do interior acreditam que
é obra do curupira.
Lobisomem: Este mito aparece em
várias regiões do mundo. Diz o mito
que um homem foi atacado por um lobo
numa noite de lua cheia e não
morreu, porém desenvolveu a
capacidade de transforma-se em lobo
nas noites de lua cheia. Nestas
noites, o lobisomem ataca todos
aqueles que encontra pela frente.
Somente um tiro de bala de prata em
seu coração seria capaz de matá-lo.
Iara: Encontramos na
mitologia universal um personagem
muito parecido com a mãe-d'água: a
sereia. Este personagem tem o corpo
metade de mulher e metade de peixe.
Com seu canto atraente, consegue
encantar os homens e levá-los para o
fundo das águas.
Corpo-seco: É uma espécie de
assombração que fica assustando as
pessoas nas estradas. Em vida, era
um homem que foi muito malvado e só
pensava em fazer coisas ruins,
chegando a prejudicar e maltratar a
própria mãe. Após sua morte, foi
rejeitado pela terra e teve que
viver como uma alma penada.
Pisadeira: É uma velha de
chinelos que aparece nas madrugadas
para pisar na barriga das pessoas,
provocando a falta de ar. Dizem que
costuma aparecer quando as pessoas
vão dormir de estômago muito cheio.
Mula-sem-cabeça: Surgido na
região interior, conta que uma
mulher teve um romance com um padre.
Como castigo, em todas as noites de
quinta para sexta-feira é
transformada num animal quadrúpede
que galopa e salta sem parar,
enquanto solta fogo pelas narinas.
Mãe-de-ouro: Representada por
uma bola de fogo que indica os
locais onde se encontra jazidas de
ouro. Também aparece em alguns mitos
como sendo uma mulher luminosa que
voa pelos ares. Em alguns locais do
Brasil, toma a forma de uma mulher
bonita que habita cavernas e após
atrair homens casados, os faz largar
suas famílias.
Saci Pererê: O saci-pererê é
representado por um menino negro que
tem apenas uma perna. Sempre com seu
cachimbo e com um gorro vermelho que
lhe dá poderes mágicos. Vive
aprontando travessuras e se diverte
muito com isso. Adora espantar
cavalos, queimar comida e acordar
pessoas com gargalhadas.
O que são
Podemos definir os trava línguas
como frases folclóricas criadas pelo
povo com objetivo lúdico
(brincadeira). Apresentam-se como um
desafio de pronúncia, ou seja, uma
pessoa passa uma frase díficil para
um outro indíviduo falar. Estas
frases tornam-se difíceis, pois
possuem muitas sílabas parecidas
(exigem movimentos repetidos da
língua) e devem ser faladas
rapidamente. Estes trava línguas já
fazem parte do folclore brasileiro,
porém estão presentes mais nas
regiões do interior brasileiro.
Linguagem
As principais manifestações do
folclore na linguagem popular são as
seguintes:
Adivinhações: também chamados de
adivinhas. Consistem em perguntas
com conteúdo dúbio ou desafiador.
Exemplos de adivinhas
O que é o que é???'
1. Está no meio do começo, está no
começo do meio, estando em ambos
assim, está na ponta do fim?
2. Branquinho, brancão, não tem
porta, nem portão?
3. Uma árvore com doze galhos, cada
galho com trinta frutas, cada fruta
com vinte e quatro sementes?
4. Uma casa tem quatro cantos, cada
canto tem um gato, cada gato vê três
gatos, quantos gatos têm na casa?
5. Altas varandas, formosas janelas,
que abrem e fecham, sem ninguém
tocar nelas?
Respostas:
1. A letra M
2. Ovo
3. Ano, mês, dia, hora
4. Quatro
5. Olhos
Parlenda: são palavras ordenadas de
forma a ritmar, com ou sem rima.
Provérbios: ditos que contém
ensinamentos. Dinheiro compra pão,
mas não compra gratidão. A fome é o
melhor tempero. Ladrão que rouba a
ladrão tem cem anos de perdão. Pagar
e morrer é a última coisa a fazer.
Quadrinhas: estrofes de quatro
versos sobre o amor, um desafio ou
saudação.
Piadas: fatos narrados
humoristicamente.
Piada ou Anedota é uma história
curta de final geralmente
surpreendente e engraçado com o
objetivo de causar risos ou
gargalhadas (ou sensação de) no
leitor ou ouvinte. É um tipo
específico de humor que, apesar de
diversos estilos, possui
características que a diferenciam de
outras formas de comédia. Joãozinho
é um nome genérico que se utiliza em
piadas que envolvem um garotinho que
faz perguntas ou comentários que
provocam espanto em adultos. Esse é
o nome utilizado no Brasil e em
Portugal, mas esse contexto de piada
também é utilizado em outros países.
Há uma variação, que é Juquinha.
Os nomes mais populares são: Little
Johnny (Estados Unidos), Jaimito
(Espanha), Pepito (México), Vovochka
(Rússia), Pepíček (República
Tcheca), Pierino (Itália) e Toto
(França).
Exemplo:
O Joãozinho vai com sua irmã visitar
a avó:
— Vovó, como é que as crianças
nascem?
— Bem, as cegonhas trazem as
criancinhas no bico, meus netinhos.
Joãozinho cochicha para a sua irmã:
— E aí, o que é que você acha?
Contamos a verdade para ela?
Literatura de Cordel: livrinhos
escritos em versos, no nordeste
brasileiro, e pendurados num
barbante (daí a origem de cordel),
sobre assuntos que vão desde mitos
sertanejos às situações social,
política e econômica atuais.
Frases prontas: frases consagradas
de poucas palavras com significado
direto e claro.
Frase de pára-choque: Trabalho com
minha família para servir a
suaFrases de pára-choque de
caminhão: frases humorísticas ou
religiosas que caminhoneiros pintam
em seus pára-choques.
Trava-Língua: É um pequeno texto,
rimado ou não, de pronunciação
difícil.
Usos e costumes
Neste campo inclui-se ítens à
respeito da alimentação, cultivo,
vestuário, comportamento etc, de um
povo de uma região.
Brinquedos e brincadeiras
Os brinquedos são artefatos para
serem utilizados sozinho, como a
boneca de pano, o papagaio (pipa),
estilingue (bodoque), pião , arapuca
, pandorga e etc.
As brincadeiras envolvem disputa de
algum tipo, seja de grupos ou
individual, como o pega-pega,
bolinha-de-gude, esconde-esconde,
etc.
Como por exemplo pipa: é um
instrumento feito com papel seda, e
hastes de madeira, contendo uma
rabiola, fio com várias fitas, e
outro fio, se empina a pipa para um
lado onde houver vento, e a solta
com a ajuda do vento e da rabiola
ela sobe em direção ao céu. Mas
cuidado: não use cerol.
As brincadeiras se modificam de
acordo com sua região, pode ser
mudar o nome ou então a forma de
brincar.
Sobre as lendas e mitos
folclóricos
Algumas lendas, mitos e contos
folclóricos do Brasil: Boitatá
Representada por uma cobra de fogo
que protege as matas e os animais e
tem a capacidade de perseguir e
matar aqueles que desrespeitam a
natureza. Acredita-se que este mito
é de origem indígena e que seja um
dos primeiros do folclore
brasileiro. Foram encontrados
relatos do boitatá em cartas do
padre jesuíta José de Anchieta, em
1560.
Na região Nordeste, o boitatá é
conhecido como "fogo que corre".
Boto Acredita-se que a lenda do boto
tenha surgido na região amazônica.
Ele é representado por um homem
jovem, bonito e charmoso que encanta
mulheres em bailes e festas. Após a
conquista, leva as jovens para a
beira de um rio e as engravida.
Antes de a madrugada chegar, ele
mergulha nas águas do rio para
transformar-se em um boto. Curupira
Assim como o boitatá, o curupira
também é um protetor das matas e dos
animais silvestres. Representado por
um anão de cabelos compridos e com
os pés virados para trás.
Persegue e mata todos que
desrespeitam a natureza. Quando
alguém desaparece nas matas, muitos
habitantes do interior acreditam que
é obra do curupira. Lobisomem Este
mito aparece em várias regiões do
mundo. Diz o mito que um homem foi
atacado por um lobo numa noite de
lua cheia e não morreu, porém
desenvolveu a capacidade de
transforma-se em lobo nas noites de
lua cheia. Nestas noites, o
lobisomem ataca todos aqueles que
encontra pela frente. Somente um
tiro de bala de prata em seu coração
seria capaz de matá-lo. Mãe-D'água
Encontramos na mitologia universal
um personagem muito parecido com a
mãe-d'água : a sereia. Este
personagem tem o corpo metade de
mulher e metade de peixe. Com seu
canto atraente, consegue encantar os
homens e levá-los para o fundo das
águas.
Corpo-seco É uma espécie de
assombração que fica assustando as
pessoas nas estradas. Em vida, era
um homem que foi muito malvado e só
pensava em fazer coisas ruins,
chegando a prejudicar e maltratar a
própria mãe. Após sua morte, foi
rejeitado pela terra e teve que
viver como uma alma penada.
Pisadeira É uma velha de chinelos
que aparece nas madrugadas para
pisar na barriga das pessoas,
provocando a falta de ar. Dizem que
costuma aparecer quando as pessoas
vão dormir de estômago muito cheio.
Mula-sem-cabeça Surgido na região
interior, conta que uma mulher teve
um romance com um padre. Como
castigo, em todas as noites de
quinta para sexta-feira é
transformada num animal quadrúpede
que galopa e salta sem parar,
enquanto solta fogo pelas narinas.
Mãe-de-ouro Representada por uma
bola de fogo que indica os locais
onde se encontra jazidas de ouro.
Também aparece em alguns mitos como
sendo uma mulher luminosa que voa
pelos ares. Em alguns locais do
Brasil, toma a forma de uma mulher
bonita que habita cavernas e após
atrair homens casados, os faz largar
suas famílias. Saci-Pererê O
saci-pererê é representado por um
menino negro que tem apenas uma
perna. Sempre com seu cachimbo e com
um gorro vermelho que lhe dá poderes
mágicos. Vive aprontando travessuras
e se diverte muito com isso. Adora
espantar cavalos, queimar comida e
acordar pessoas com gargalhadas. O
que são Podemos definir os trava
línguas como frases folclóricas
criadas pelo povo com objetivo
lúdico (brincadeira). Apresentam-se
como um desafio de pronúncia, ou
seja, uma pessoa passa uma frase
difícil para um outro indivíduo
falar. Estas frases tornam-se
difíceis, pois possuem muitas
sílabas parecidas (exigem movimentos
repetidos da língua) e devem ser
faladas rapidamente. Estes trava
línguas já fazem parte do folclore
brasileiro, porém estão presentes
mais nas regiões do interior
brasileiro.
Crenças e superstições
Sabença: sabedoria popular utilizada
na cura de doenças e solução de
problemas pessoais através de
benzeduras.
Crendice: crença absurda, também
chamada de ablusão.
Superstição: explicações de fatos
naturais como conseqüências de
acontecimentos sobrenaturais.
Arte e artesanato
Compreende uma ampla área, que se
estende desde a culinária até o
artesanato propriamente dito.
Baseiam-se em técnicas rudimentares
de produção e utilizam-se de
matéria-prima natural como madeira,
ossos, couro, tecido, pedras,
sementes, entre outros.